Zezé Motta foi a personalidade escolhida como principal homenageada para receber este ano, o Troféu Raça Negra.

Sabemos que há vários artistas negros de renome, homens e mulheres das mais diversas áreas, que merecem receber este troféu e Zezé, certamente, está entre eles.

Mas encontrar uma artista como Zezé que tem atuação consagrada tanto no teatro, quanto na TV e no cinema, e que também cante de maneira gloriosa, já não é tão fácil.

Vamos conhecer um pouco mais sobre ela: a atriz que se chama Maria José Motta de Oliveira e nasceu em 1944 em Campos de Goytacases, interior do Rio de Janeiro, mudou-se para a capital aos dois anos de idade.

Ali ela frequentaria o Teatro Tablado e começaria sua carreira artística em 1967 ao estrelar a emblemática peça ‘Roda Vida’ escrita por Chico Buarque.

Depois disso, viriam outros espetáculos memoráveis como “Arena canta Zumbi” e “A vida escrachada de Joana Martini” e “Baby Stompanato”, entre outras peças.

Já a carreira de cantora teria início em 1971 quando Zezé faria shows em casas noturnas da capital paulista. Entre os anos 1975 e 1979, ela lançaria três discos e na década de 1980 seriam mais três. No cinema Zezé participaria de filmes como ‘Vai trabalhar, vagabundo’’, ‘Anjos da Noite’, ‘Tieta do Agreste’, entre muitos outros, e daquele que lhe daria o maior reconhecimento de sua carreira: ‘Xica da Silva’, que foi lançado em 1976.

Este filme, que foi dirigido pelo cineasta Cacá Diegues, a consagrou internacionalmente.

Nele Zezé interpreta uma escrava que durante o período colonial brasileiro conseguiu se emancipar ao se tornar amante e depois, esposa, de um fidalgo português.

Mais Zezé também participou e participa ativamente de produções televisivas entre as quais estão as novelas A Próxima Vítima, Porto dos Milagres, Renascer, Xica da Silva etc., e as minisséries Memorial de Maria Moura e Chiquinha Gonzaga, todas exibidas pela Rede Globo.

Atualmente Zezé está com vários projetos no cinema, teatro e TV.

No cinema, ela estará, em breve, no filme Deus, na forma de uma mulher negra e ela

também pode ser vista na série ‘3%’ que está em cartaz no Netflix.

A atriz e cantora artista mais que representativa da cultura negra também estreará em breve, um musical sobre os seus 50 anos de carreira, e uma peça baseada na história da escritora Carolina Maria de Jesus.