Uma carreira dedicada a celebrar as raízes negras da nossa música

Como a maioria dos jovens nascidos no final da década de 1960, o produtor musical Guilherme Kastrup, diretor musical do Troféu Raça Negra pela segunda vez consecutiva, começou a gostar de música por meio do rock pesado feito por bandas como Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple.

No entanto, mais tarde, ele se viu enredado pelo rock progressivo e melódico do Pink Floyd, dali iria para a sofisticação do jazz e desse estilo ele iria passar a gostar de música instrumental e se tornaria fã de músicos como Naná Vasconcelos, Hermeto Pascoal, Milton Nascimento e Gilberto Gil.

A paixão por boa música também o levaria a fazer dela, profissão, e, em 1985, Kastrup iniciaria seus estudos musicais no Conservatório Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, e dali ele seguiria para o bacharelado em percussão na Universidade Estácio de Sá.

Em 1993 o músico mudou-se para a capital paulista e passou a se dedicar ao estudo da percussão popular existente em músicas tradicionais como jongos, congados, moçambiques e tambor de crioula. Além disso, os estudos de percussão que faria nos anos 2000 também despertariam seu interesse pela tecnologia que envolve a percussão eletrônica, os processos de gravação, entre outras formas de difusão acústica.

Atualmente Guilherme Kastrup possui seu próprio estúdio musical que se chama ‘Toca do Tatu’ e atua como produtor em trabalhos que são sempre bem recebidos pela crítica e pelo público.

Entre eles, estão, por exemplo, o premiado trabalho de Elza Soares, ‘A Mulher do Fim do Mundo’. Mas Kastrup também é presença constante nos trabalhos musicais de vários artistas de primeiro time da MPB.

Guilherme Kastrup também possui um trabalho autoral e em 2013 lançou seu primeiro CD que batizou de ‘Kastrupismo’.