A obra do compositor Wilson Moreira encerrou a noite do Troféu Raça Negra 2017.

O samba, feito na década de 1970, representa um movimento importante na história nacional e também é um hino. A música, que tem forte associação política por ter surgido no final do regime militar, também é um ‘lamento’, pois, segundo o parceiro de Wilson Moreira na composição, Nei Lopes (em entrevista ao site “Qual Delas?”) “Senhora Liberdade” é um samba de cadeia, ou seja: foi criado com base num tipo de repertório que nascia antigamente nos presídios e penitenciárias. Esses sambas que, acho, não surgem mais, eram lamentos que alguns presos cantavam por força de suas situações”.

Isso explica porque a letra é carregada de uma simbologia que exalta o amor a terra e a liberdade que convergem, em sentido amplo, com a temática do Dia da Consciência Negra.

Vale lembrar que, durante sua apresentação, o cantor Criolo ainda recitou o texto para reforçar a homenagem.